Mais do que falar sobre mim, sinto a necessidade de falar sobre minha música e sobre o que entendo como meu papel.
Eu acredito que as artes tenham papel crucial na sociedade, na educação e na vida de cada indivíduo. O sonho da adolescência de mudar o mundo ainda permanece vivo, de muitas maneiras no meu coração. E a razão pela escolha da música como profissão vem desse lugar.
Até onde eu compreendo uma obra de arte deve ser como uma lamparina na escuridão, ela deve iluminar, apontar uma direção, mostrar um caminho possível.
É neste sentido que convergem meus estudos e pretensão musical. Eu gostaria que o meu trabalho viesse contar uma história nova, trazer notícias de lugares melhores, inspirar força para passagens difíceis. São pretensões elevadas, mas sem elas, sinto que não existiria razão pra trilhar este caminho.
Hoje entendo que ser uma cantora é responsabilidade das mais sérias, onde o compromisso com minha integridade, com meu corpo e preparo, com o teor das mensagens que canto é algo a ser vigiado e trabalhado a cada dia.
Carla Sinisgalli
Carla atua como cantora e musicista desde 2002, em diferentes contextos, como no trabalho em duo com o arranjador e violonista João Luiz, com quem gravou o CD “Teia”; na Big Band da Santa Marcelina; no show e CD “Kiessá”; no grupo Awkan que faz um estudo e interpreta canções argentinas e chilenas, em "As Cidades Invisíveis", obra literária de Ítalo Calvino, adaptada para um espetáculo com dança, música e textos do livro; em “Esperando Cássio”, grupo formado por voz, violão e sapateado.
Seu primeiro disco solo, "Kiessá", foi finalizado com direção musical da cantora e lançado em outubro de 2010 com direção de Márcio Araújo na Sala Crisantempo. O repertório inclui canções em português e em outras línguas, como francês, hebraico, inglês e dialeto de Cabo Verde. Dessa mistura de sonoridades vem o nome do disco: “Kiessá”. Dentre os compositores presentes neste repertório estão Avraham Tal, Baden Powell, Bruno Serroni, Claudio Solino, Luis Felipe Gama, Luis Gonzaga, Pablo Nahar, Toi Vieira e a própria cantora.





















